quinta-feira, maio 24

Carlos Carreiro, Ponta Delgada, Açores - pintor contemporâneo

Conspiração nocturna no jardim Duque da Terceira (2006)
acrilico sobre tela

Paisagem com gente que não tem os pés bem assentes na terra (2006)
acrilico sobre tela

Talent de rien faire II (2005), acrilico sobre tela

As mulheres da Terceira gostam de ser coroadas (2007)
acrilico sobre tela

Avião perturba o culto do Divino Espirito Santo (2006)
acrilico sobre tela
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Coração escapa a atropelamento junto aos Correios de Setúbal (2005)
acrilico sobre tela

Talent de rien faire I (2005), acrilico sobre tela

Almada visita «O Banho Turco» de Pomar (2002), acrílico sobre tela

Polvavião ataca pintor em dia de Aniversário (2002)
acrilico sobre tela
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A Gruta Azul (2002), acrílico sobre tela

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Carlos Carreiro nasceu em 1946 em Ponta Delgada. É Professor Associado da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Realizou 63 exposições individuais em numerosas galerias tais como: Zen, JN, 111, Módulo, EG, Bertrand, Roma e Pavia, Diagonal, Diagonale (París), Almadarte, Mário Sequeira, Sala Maior, Presença, Arco 8, São Mamede, Àrvore, Sociedade Nacional de Belas Artes, Soctip, etc.Em 1976 formou o Grupo Puzzle com Graça Moráis, Jaime Silva, Dario Alves, Albuquerque Mendes, Pedro Rocha, Fernando Pinto Coelho, João Dixo e Armando Azevedo.Participou em Portugal e no Estrangeiro em mais de 300 exposições colectivas tais como Arco 98, Madrid e Art Cologne 01. Em 1991/2 com o apoio da DRAC foi organizada uma Exposição Antológica, assinalando os 25 anos de Pintura do artista a qual percorreu as cidades de Angra do Heroismo, Ponta Delgada, Horta, Lisboa e Porto. E posteriormente, Amarante, Coimbra, Gondomar, São João da Madeira e Aveiro. Em 2003 realiza uma pequena exposição antológica na Galeria do Centro Municipal da Cultura de Ponta Delgada onde teve uma exposição individual novamente em 2005. Recebeu vários prémios, entre eles menção honrosa George Orwell 1984 da Fundação Calouste Gulbenkian, Prémio Nacional de Pintura da 2º Bienal de Arte AIP 1996, prémio Art Car BMW Baviera em 1997.Está representado em inúmeras colecções privadas, institucionais e em museus. Na Assembleia Legislativa dos Açores, na cidade da Horta. Realizou na sala do plenário um painel de pintura e um projecto de tapetes. Estando representado na sede do Governo Regional assim como em diversas Secretarias, nos Hospitais da Horta e Ponta Delgada no Museu Carlos Machado, Museu da Horta e Museu do Nordeste, e EDA. Também está representado na Assembleia da Républica em Lisboa.Em 10 de Junho de 2006 recebeu do Presidente da Républica Portuguesa a Condecoração de Grande Oficial da Ordem de Mérito em cerimónia comemorativa do 10 de Junho em Angra do Heroísmo.
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Ilha Terceira, Angra do Heroismo
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Crítica:

E o País Parou. Há vinte, seiscentos, mil anos atrás. E patrioticamente nunca recuperou desse atraso congénito embora na sua ingénua gritante modernidade procure ocultar esse estigma.A arte, como todas as doenças infecto-ambiciosas é sobretudo a crítica essa degenerência mental humana, tem tentado impor comportamentos estanques, básicos, modas: neste sécullum dita-se o modus operandi aos artistas, concebem-se capelas, exibem-se tiques e fachadas; a tal portugalidade está asfixiada por pintores que não querem, não sabem, não podem desenhar, cativa de conceitos abstraccionistas pacóvios, de estrangeirismos performáticos envergonhados, enfim, pudores nacionais escondidos por enigmáticos projectos em línguas globalizantes. Concepts…Carlos Carreiro expõe-nas: a tal fachada retro-quinhentista, o novo-riquismo ilhéu tropicalista, a inutilidade do jeep urbano ou os arrogantes submarinos de um Vasco da Gama que nem sabia nadar. YO.Com um onírico lúbrico pesadelo doméstico, em que a salazarenta Casa Portuguesa confunde o cinzento imperialismo minimalista arquitectónico, onde o pavão no museu é mais importante que a árvore, a avenida marginal mais importante que a maré, é este o ideal foguetão de madeira português, Grão-mestre Nuno Gonçalves da fogueira das nossas vaidades. E a cor, as cores que desde o psicadelismo no pintor se têm vindo a apurar?Estádio de sítio rendido ao poder, anamorfose de Amadeo distorcida pelo “marchand”, fazendo das tripas coração em verdade vos digo que não há Arte mais sincera que a que nos permite interpretar saboreando os extra-mundos que nos tocam tão de perto, quiçá tão longe.
Rui Reininho

3 comentários:

sandra marina disse...

Boa noite Sr. Carlos Carreiro,estou deveras maravilhada com as suas obras de arte,sobretudo "A gruta azul",que se destaca perante todas as outras,para mim claro!Quero deixar aqui o meu agradecimento porque embora não tenha o previlégio de o conhecer,ouviu com muito agrado.
Um abraço Sandra Marina da Zon foi um prazer.

manosca disse...

OLÁ. ESTOU ENCANTADA COM SUA ARTE. PARABENS.
MANOSCA

manosca disse...

bom dia!!
estou deveras encantada com sua arte.
parabens
manosca